Publicado por: vhvmondo | 21/02/2015

Visita a Bodega Bouza no Uruguay

Recentemente, durante uma viagem ao Uruguai, tive a oportunidade de conhecer a Bodega Bouza. Como estava hospedado em Montevideo e tinha o interesse de conhecer um pouco mais sobre a vinicultura nesse pequeno país, procurei pelas opções próximas a cidade e encontrei essa famosa Bodega Boutique.

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Esse conceito de bodega boutique é interessante, dando um ‘ar’ mais requintado, se é possível, a um ramo tão charmoso que é o dos vinhos.

A bodega, como se pode encontrar em vários outros blogs e sites na internet, é reconhecidamente um ponto com ótima estrutura para o enoturismo, com atendentes capazes de receber os visitantes em espanhol, inglês e português. Apesar de pequena, a bodega, apresenta um excelente restaurante, que merece um espaço na sua agenda, um museu com carros e motos antigas, uma paixão do proprietário e, uma visita que guiada por toda sua estrutura que, se desejar e é recomendável, pode ser finalizada com uma degustação de 4 dos seus ótimos vinhos.

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2015-02-05 16.44.28Quanto a sua produção, trabalha com vinhos finos, com foco nas uvas Tannat (um ícone do Uruguay), Merlot, Tempranillo, Chardonnay e Albariño, sendo trabalhados varietais e também outros cortes. Possui duas propriedades para produção de suas uvas, Las Violetas e Melilla, ambas ficam próxima a Montevideo, mas é em Melilla que se realiza a produção e, também, a visitação. Sua produção não ultrapassa as 120.000 garrafas, o que não é um grande volume para uma bodega, porém, com o ‘ar’ de boutique, esse volume se torna bem coerente.

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Quanto aos seus vinhos, tive a oportunidade de provar quatro rótulos, um varietal branco da uva Albariño 2014, um varietal Merlot 2012, um varietal Parcela Única Tannat 2012 e um corte de Tannat, Merlot e Tempranillo chamado Monte VIde eo 2012. Posso dizer que todos apresentam excelente apresentação e são muitos bons, mas realmente se deve dar maior atenção aos vinhos ‘Parcela Única’ e ‘Monte VIDE eo’ que são os grandes rótulos da bodega. A linha ainda é acompanhada de um espumante, outros varietais e um destilado. Quanto aos preços, não são baratos e, não devem ser pela sua qualidade e pequena produção, porém, também nada absurdo para o mundo dos vinhos quando comprados na bodega, variando de R$ 45,00 a R$ 150,00. No Brasil, a exclusividade de importação é da Decanter, onde pode encontrar seus vinhos em preço bem mais caros do que no Uruguai. No Duty-Free do aeroporto Carrasco não encontrei preços melhores do que na bodega, portanto, recomendaria a compra na própria loja ao lado do restaurante.

Clique nesse link para um pouco mais sobre a linha de vinhos da vinícola.

Poderia escrever muito sobre a história, a família, sobre os carros, sobre os belos jardins da bodega, porém, acho que devo me restringir a recomendação do passeio. Ótimo lugar, acessível tanto financeiramente quanto em sua localização, ótimos vinhos e um ótimo restaurante.

Deixo aqui um link para um duas páginas com ótimas informações sobre como chegar a bodega, do próprio site da Bouza e de um outro blog Dividindo a bagagem.

Bom proveito e um brinde aos vinhos do Uruguai.

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Publicado por: vhvmondo | 05/11/2017

O que são vinícolas boutique?

Viña Cousiño Macul Foto: Juan Ernesto Jaeger

Vinícola Boutique – Esse é um termo utilizado a bastante tempo no mundo dos vinhos, principalmente, no velho mundo, porém a cada dia vem se tornando um termo mais comum, acompanhando o desenvolvimento do mercado em regiões menos tradicionais em relação a vinicultura e, também o nascimento de novas e pequenas vinícolas. No Brasil, vinícolas como essas estão se multiplicando a cada dia também, tendo seus vinhos encontrados em feiras e distribuidores especializados. Alguns exemplos são as vinícolas Aracuri, Guatambu, Casa Pedrucci, Máximo Boschi, Quinta Don Bonifácio, Lídio Carraro, Cave Antiga, Cave de Pedra entre outras tantas.

De forma bem simples, não existe uma descrição formal para esse conceito, porém existem algumas características que podem ser listadas como comuns entre as vinícolas que vem se denominando como ‘boutique’.

Um dos principais pontos em comum está relacionado a sua origem, normalmente, claro que existem exceções, estão vinculadas a empresas familiares, com pequeno número de empregados e que há um envolvimento pessoal muito forte dos proprietários durante todas as etapas da produção. Outra característica importante e muito comum é a limitação de seus vinhedos, normalmente contam apenas com produção própria e, em área pequenas.

Essas características se conectam diretamente a uma outra muito importante, o foco no desenvolvimento de vinhos mais complexos, com cortes especiais, as vezes alguns varietais de uvas não tão comuns em seu país ou sua região, evitando a produção de vinhos e outros produtos mais comerciais e, sim, focando na agregação de valor a sua produção. Soma a isso, as produções limitadas, ou podemos dizes a exclusividade de produções em volumes pequenos, que normalmente variam de 100 a 300 mil garrafas por ano, as vezes comercializadas em uma velocidade absurda. Alguns indicativos dessa exclusividade e agregação de valor estão vinculados aos vinhos mais elaborados, orgânicos, com garrafas numeradas uma a uma, cortes diferentes e variedades quase que exclusivas. Podemos citar o varietal da uva Teroldego da Lidio Carraro e, o varietal Marselan da Don Cândido como bons exemplos dessa exclusividade.

Quanto a comercialização, muitas dessas vinícolas as se restringem a pontos de vendas limitados, com produções comercializadas diretamente na vinícola, ou com distribuidores exclusivos em cada país, reforçando toda a questão da limitação da produção.

Esse conjunto de características, tem oportunizado a produção de vinhos de altíssima qualidade e diversidade, muitos sendo bem avaliados e premiados no Brasil e no exterior. Assim, para aqueles amantes de vinhos, recomendo dar atenção a essas produções, as vezes não tão conhecidas, mas capazes de trazer surpresas inimagináveis.

Publicado por: vhvmondo | 02/11/2017

BRZWines – Vinhos Brasileiros

Depois de muito tempo, estamos iniciando um projeto com foco em divulgar a grandiosidade e diversidade dos vinhos brasileiros. 

Esse projeto se chama BRZWines e buscará sempre encontrar os melhores caminhos para os vinhos brasileiros chegarem até a sua casa.

Entrem em nosso site BRZWines.com.br para conhecer mais sobre nosso projeto, missão, vinícolas parceiras e esteja conectado as novidades que sempre serão apresentadas.

Publicado por: vhvmondo | 22/09/2012

Tsantali Nemea 2009

Bom custo benefício! R$ 14,00 no Carrefour. Melhora muito quando decantado. É apenas o terceiro vinho grego que consumo, como era da região de Nemea, testei e compraria novamente para tomar no dia a dia.

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Publicado por: vhvmondo | 22/09/2012

Casilda Gran Reserva 2009

Ótimo vinho com corte Cabernet sauvignon e Carmenere. Muito agrádavel, taninos leves e pouco amadeirado. Da última seleção da Sociedade da mesa, por volta de R$ 40,00 a garrafa. Ainda bem que tenho mais três para degustar!

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Publicado por: vhvmondo | 21/09/2012

VEO Grande – Carmenere 2011

Vinho muito agradavel! R$ 48,00 no restaurante Tróia em Goiânia e R$ 34,00 na internet.

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Reportagem interessante do site Terra em 21 de Setembro de 2012, por Aline Lacerda.

O enólogo, sommelier e apresentador do famoso programa de TV espanhol sobre vinhos Yo Con Vino, Mikel Garaizabal Pildain, comentou sobre o absurdo que considera o preço da bebida no Brasil. “Aqui os vinhos são muito caros, é um absurdo, tem muito imposto. Um vinho que lá na Espanha custa 8 euros, aqui no Brasil vale 40 euros. Isto é muito ruim porque acaba virando um produto elitista”, declarou em entrevista exclusiva ao Terra, na última quinta-feira (20), em São Paulo.

Mikel está no Brasil até o próximo dia 28 de setembro para uma série de degustações de vinhos e pratos típicos da sua região natal, o país Basco, localizado no norte da Espanha. Durante a sessão de degustação realizada no hotel Meliá Jardim Europa, foram apresentados nove vinhos da região de Rioja Alavesa, na Espanha, que por lá custam, em média, 30 euros. Mas, caso forem importados para o Brasil, chegariam aqui a quase R$ 200 cada garrafa.

“Na minha terra todo mundo consome vinho, conhece, tem acesso. Temos vinhos de 4 ou 5 euros (equivale entre R$ 10 e R$ 13) que têm muito boa qualidade”, completou.

Com uma forte cultura de apreciação de vinhos, ele explicou que na Espanha não é comum ter tantas bebidas como aqui no Brasil. “No país Basco, temos o costume de tomar muito vinho e somente um pouco de cerveja, não é como aqui no Brasil que tem várias opções. E sempre bebemos acompanhados de petiscos”, explicou.

Durante suas visitas ao País, como não poderia ser diferente, conheceu as caipirinhas e, perguntado se gostou do sabor, respondeu sem pensar: “me gusta mucho!” (gostei muito, em espanhol).

Além da caipirinha, Mikel experimentou também os vinhos brasileiros. “Aqui na América do Sul são mais conhecidos os argentinos e chilenos. Os brasileiros não são mesmo muito conhecidos, mas eles me pareceram vinhos fascinantes”, declarou.

E, apesar da pequena produção de vinhos nacionais e da pouca referência internacional, ele considera que a qualidade dos produtos tem melhorado. “Há alguns anos, eu experimentei vinhos no sul do Brasil e, agora, provei outros que me pareceram bem melhores”.

O sommelier, autor de Vinos de Euskal Herria, com o qual ganhou o Prêmio Gourmand 2003, considerado o Oscar dos livros de gastronomia, como melhor exemplar didático sobre vinhos a nível mundial, explicou como escolher um bom vinho. Ao contrário do que dizem outros profissionais, comentou que identificar uma bebida de qualidade não é difícil e não deve ter muitas preocupações e regras, a não ser garantir que ela seja boa o suficiente para pedir um segundo gole.

“Um vinho tem que dar impressões, tem que falar. Se estiver morto, se não der sensações e aromas, não é bom. Para mim, o mais importante é que ele traga prazer, porque foi mesmo feito para ser desfrutado, tem que pedir um segundo gole”, contou.

Fonte: http://culinaria.terra.com.br/receitas/bebidas/os-vinhos-sao-muito-caros-no-brasil-diz-famoso-sommelier-espanhol,8f71bd792b9e9310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

Publicado por: vhvmondo | 17/09/2012

Eles compram tudo

Reportagem da Veja dessa semana (19 de Setembro de 2012).

A sede (e a grana) da China fez do país o maior responsável pela alta estratosférica dos preços dos grandes vinhos Bordeaux na última década. Mas o mercado chinês tem espaço para todos. Dados inéditos do Instituto Brasileiro do Vinho revelam que, neste primeiro semestre, a China passou a ser o maior importador de vinho brasileiro.

E dá-lhe Brasil!!!!!

Publicado por: vhvmondo | 15/09/2012

La Joya – Carménère 2010

Recém aberto! Excelente vinho da vinícola chilena Bisquertt. R$ 45,00.

Publicado por: lfcensi | 01/09/2012

Chegada do Toro Loco no Brasil

A Wine abrirá novas reservas para o Toro Loco Tempranillo 2011. (Foto: Divulgação)

A Wine acaba de receber o primeiro lote do vinho Toro Loco Tempranillo 2011. O vinho chamou a atenção do mundo inteiro por ter sido premiado na International Wine & Spirits Competition, realizada na Inglaterra por jurados em teste cego que o colocou à frente de vinhos até dez vezes mais caros.

Antes mesmo de ser reconhecido internacionalmente, o vinho produzido na região Utiel-Requena, província espanhola de Valência, já estava no radar da equipe de Seleção Wine. A empresa também abrirá novas reservas do rótulo importado com exclusividade no país.

A webstore enviará aos primeiros clientes, que realizaram a reserva pelo site, um email com informações sobre a entrega do vinho. Ainda nesta semana serão cerca de 2 mil pedidos atendidos. Está no ar também o hotsite, que tem informações sobre o Toro Loco. Lá é possível encontrar detalhes sobre a região onde é produzido o vinho, harmonizações e vídeos comandados por Manuel Luz, Sommelier Wine, além de informações sobre reservas.

Nos próximos dias, enquanto o vinho é entregue nas casas dos brasileiros, a Wine vai reabrir as reservas para o Toro Loco Tempranillo 2011. “Estamos finalizando a negociação de um novo lote do vinho para quem não conseguiu reservar na primeira oportunidade e para aqueles que desejam realizar novas reservas”, diz Rogério Salume, presidente da Wine.Premiação não teve medalha de ouro em 2012
Para alcançar a medalha de ouro é necessário alcançar de 90 a 100 pontos. Quando nenhum vinho consegue somar essa quantidade de pontos, não são dadas medalhas de ouro ou troféus.

Produção do Toro Loco Tempranillo
Produzido em Utiel-Requena, uma pequena cidade na província de Valência, na Espanha, um dos segredos para o sabor único do Toro Loco é exatamente a região onde as uvas foram cultivadas. A Espanha possui a maior superfície de vinhas do mundo, adaptadas a uma das melhores condições de clima e solo, a região do Mar Mediterrâneo. Isso gera a grande oferta de uvas sadias e velhas, o que permite a produção de vinhos de qualidade e a preços simpáticos (já que a oferta e a produção são muito grandes).

Com um rótulo moderno e tampa screw cap, a embalagem mistura a tradição de vinículas espanholas que originaram o Toro Loco com a modernidade (que também se nota no preço comercialmente atraente). A bebida já promete fazer sucesso no Brasil. Resta esperar para experimentar o sabor que conquistou o mundo.

http://br.mulher.yahoo.com/wine-chegada-toro-loco-brasil.html

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