Publicado por: vhvmondo | 27/02/2012

Cuvée Prestige White 2010

Infelizmente não tenho o hábito de tomar vinhos brancos no dia-a-dia, porém, algum tempo atrás provei esse vinho grego. É regional de Peloponnese, Grécia e, assim, difícil de ser encontrado à venda no Brasil. Possui uma composição de 70% da uva Roditis e 30% da Moscofilero.

É produzido pela Domaine Skouras, um vinícola fundada em 1986 e eleita em 2009 como a Vinícola do Ano em seu país. É elaborado na região do Peloponeso, pedaço histórico da Grécia que curiosamente tornou-se uma ilha apenas em 1893 com a abertura do Canal de Corinto e, que hoje, é responsável por 25% da produção de vinhos do país.

Pontuação: 87 pela Wine and Spirits

Gostei muito, não só pela novidade de um vinho grego, mas pela coloração amarelo claro com alguns tons de verde, perfeito na apresentação. É um vinho que pede uma nova garrafa, ainda mais, se tomada em um dia quente e se possível resfriado por volta dos 10oC. Totalmente recomendado!

Mais informações: www.skouras.gr/en/

Fonte: http://kolonakigroup.com/wp/wp-content/pdfs/WINES/SKO/SkoCPWht2010.pdf

Publicado por: vhvmondo | 26/02/2012

Marques de Casa Concha – Cabernet Sauvignon 2009

Por mais uma vez tive a oportunidade de degustar um varietal de rótulo Marques de Casa Concha. Na oportunidade degustamos um Cabernet Sauvignon 2009, que apesar de ser considerado varietal tem uma composição bem interessante, com 92% de Cabernet Sauvignon, 7% Carmenere e 1% Petit Verdot, mas é essa composição e outras elegantes características que o mantem com ótimas classificações. A colheita dessas uvas é realiza manualmente entre a 3ª semana de Abril e a 1ª semana de maio, sendo o vinho envelhecido em barris de carvalho francês por um período de 18 meses. Excelente vinho da Chilena vinícola Concha y Toro. Quem já provou sabe o valor desse vinho, quem ainda não teve a oportunidade, invista com confiança na compra de uma garrafa.

Esse rótulo possui uma linha muito interessante, constituída por 7 varietais, sendo 5 tintos, Cabernet Sauvigon, Merlot, Pinot Noir, Syrah e Carmenere, além de 2 brancos, Sauvignon Blanc e Chardonnay.

A origem de suas uvas, também, tem uma grande variedade, provindo de diferentes regiões produtoras onde a Concha y Toro atua.

  • Cabernet Sauvignon - D.O.: Puente Alto, Chile – Vinhedos: Puente Alto Vineyard, Maipo Valley, central Chile.
  • Merlot and Carmenere - D.O.: Peumo, Chile – Vinhedos: Peumo Vineyard, Rapel Valley, Central Chile.
  • Chardonnay - D.O.: Limarí, Chile – Vinhedos: Limarí Valley, Northern Chile.
  • Syrah - D.O.: Buin, Chile- Vinhedos: Quinta de Maipo Vineyard, Maipo Valley, central Chile.
  • Sauvignon Blanc: Vinhedos: Leyda Valley.
  • Pinot Noir – Vinhedos: Limarí Valley.

São considerados um dos melhores custos x benefícios da vinícola, tendo vinhos que se mantém a tempos com pontuações acima de 90 (Wine Spectator) e, com preços facilmente encontrados na faixa dos R$ 80,00.

Buscando um pouco mais de história, o nome ‘MARQUES DE CASA CONCHA’ vêm de José de Santiago Concha y Salvatierra, que teve esse título recebido pelo Rei Filipe V, pelos seus trabalhos como Governador do Chile. Após 7 gerações, o Marquês, Don Melchor de Santiago Concha y Toro, fundava a famosa vinícola. Apenas em 1976 (safra 1972) foi quando primeiramente foi comercializado esse rótulo, em honra a esse título hereditário, sendo um Cabernet Sauvignon originário de Puente Alto. Em 1989, o Chardonnay foi lançado e a partir daí os outros varietais, até se tornar o renomado e consistente vinho que encontramos hoje no mercado.

Para mais informações acesse:
http://marquesdecasaconcha.com/site/ e www.conchaytoro.com

Algumas opções de venda online:

http://www.submarino.com.br/produto/35/23379621/vinho+tinto+chileno+marques+de+casa+concha+shiraz+750ml

http://www.americanas.com.br/produto/5730785/alimentosebebidas/vinhos/chile/vinho-marques-de-casa-concha-merlot-750ml

http://www.adegacuritibana.com.br/produtos/detalhes/codigo/52/Vinho_Marques_de__Casa_Concha_Merlot_750_ml

Publicado por: vhvmondo | 24/02/2012

Angélica Zapata Cabernet Sauvignon 2007

Dos vinhos que levam o famoso nome Catena em seu rótulo, já tive a oportunidade anteriormente de provar o D.V. Catena, porém, nesse último final de semana, uma nova oportunidade surgiu e degustei com bons amigos, num sábado de carnaval, um Angélica Zapata Cabernet Sauvignon. Já havia me fascinado com a qualidade dessa vinícola na primeira vez, e agora ainda mais. Um vinho equilibrado e ao mesmo tempo robusto. Enfim, recomendo a todos o investimento, mas sugestão, inicie pelo Malbec que é o carro chefe da vinícola.

Abaixo um pouco de história que vem sendo construída a mais de 100 anos por essa família.

Nicola Catena, italiano e pioneiro na região de Mendoza Argentina, foi que iniciou o sonho dessa vinícola. Em 1898 foi ao que considerava a terra prometida em Mendoza, Argentina, onde plantou seu primeiro vinhedo de Malbec em 1902. Sempre sonhou que encontraria no alto dos Andes o lugar perfeito para essa variedade e esse sonho foi sendo herdado por sua família, chegando hoje nas mãos da quarta geração. Nicolás Catena, neto do pioneiro Catena, e sua filha Laura são hoje os protagonistas dessa família, que entre indas e vindas, épocas promissoras e outras nem tanto assim, conseguiram com muito investimento, estudo e dedicação alcançar com certeza uma seleção dos melhores vinhos argentinos. Pode se dizer que realmente a partir de meados da década de 90 que finalmente os esforços dessa família começaram a trazer bons resultados, alcançados os tão sonhados Malbecs e se tornando uma das vinícolas protagonistas na Argentina.

Hoje existe uma série de vinhos voltados tanto para o mercado internacional com para o mercado Argentino.

Vinhos exportados: Catena Zapata, Catena Alta e Catena

Vinhos vendidos na argentina: Catena Zapata, Angelica Zapata, D.V. Catena, Saint Felicien

Encontra-se desde R$100,00 a R$170,00 em lojas on line. Boas opções de preço abaixo:

http://www.adegacuritibana.com.br/produtos/detalhes/codigo/472/Vinho_Ang%C3%A9lica_Zapata_Cabernet_Sauvignon_750_ml

http://www.adegabrasil.com/produto.php?referencia=393

http://www.costibebidas.com.br/produto_detalhado.php?referencia=vinho-angelica-zapata-cabernet-sauvignon-alta&categoria=55

Mais informações, visite o site da vinícola: www.catenawines.com

Publicado por: lfcensi | 08/02/2012

Drinks com vinho do Porto

Recentemente, tenha lido matérias falando sobre drinks que usam como base o vinho do Porto. Achei interessante saber que existem alternativas inovadoras para se degustar um vinho tão tradicional. Vale a experiência para quem está disposto a provar novas combinações ou mesmo para quem acaba não consumindo vinho do Porto pela graduação alcóolica elevada.

Na onda do surgimento destas combinações, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) lançou em meados de 2011, uma campanha publicitária chamada “Muda de Cenário” (foto abaixo), através da qual promove três diferentes drinks à base de vinho do Porto: Caipiporto, Portônica e Porto Rosé. Os objetivos são rejuvenescer a imagem do Vinho do Porto e criar novos momentos de consumo, aproximando o produto dos consumidores mais jovens. No facebook, há até uma comunidade para unir os curiosos pela inciativa https://www.facebook.com/groups/179629572102954/

Abaixo, transcrevo algumas receitas de Lis Cereja, escritora e proprietária da Enoteca Saint Vinsaint em São Paulo; Rui Serradas, barman e consultor português e também do site da IVDP:

Portônica, by Lis Cereja

Para a versão tinta: 1 dose de vinho porto tinto, de preferência tawny, limão tahiti, fatias de limão siciliano e hortelã e um pouco de tônica + gelo.

Para a versão branca: 1 dose de vinho porto branco, folhas de manjericão, limão tahiti e fatias de limão siciliano e um pouco de tônica + gelo.

A grande vantagem dos portônicas, segundo Lis, é que além de serem drinks diferentes dos normais, é que eles não são enjoativos, não “sobem” rápido e são extremamente refrescantes. O álcool e o doce do vinho do Porto equilibram, agradavelmente, a acidez e o amargo da água tónica. Para dar aquele “toquezinho” especial, invista em servir na taça de vinho.

Douro Dourado Coquetel (para acompanhar entradas), by Rui Serrada

1/3 de Vinho do Porto (Branco Seco), 1/3 de Licor Frangélico, ¼ de Sumo de Laranja e completar com espumante Brut. Bater na coqueteleira, servir em taça de espumante e decorar com estrela de maçã, flor de limão e cereja

Lusitano Coquetel
(para acompanhar pratos principais), by Rui Serrada

1/3 de Vinho do Porto tinto doce, ¼ de Licor Benedictine, 1/3 de sumo de abacaxi e 1 colher de chá de açúcar. Bater na coqueteleira, servir em taça de espumante e decorar com estrela de maçã, flor de limão e cereja

Canoas do Tejo Coquetel
(para acompanhar sobremesas), by Rui Serrada

1/3 de Vinho do Porto Doce, 1/3 de Licor Drambule, 3 gotas de angostura. Preparar no copo mix glass, servir em taça de coquetel e decorar com folhas de hortelã.

Canoas do Douro (foto abaixo), by Rui Serrada

1/3 de Vinho do Porto tinto Tawny Portal, 1/3 de Licor Contreau. Bater na coqueteleira, servir em taça de espumante e decorar com estrela de maçã, flor de limão e cereja.

Caipiporto, by IVDP

Vinho do Porto Branco + limão + açúcar + gelo

Caipirosca de Tangerina com Vinho do Porto Branco, uma variação da receita da IVDP

1 dose de Vinho do Porto Branco, 1 unidade tangerina cortada, sem caroço e casca, 1 colher (chá) de açúcar e 2 cubos de gelo (quantidade a gosto). Em um copo baixo, coloque a tangerina, acrescente o açúcar e esmague. Adicione o vinho do Porto. Por último, coloque o gelo.

Porto Rosé, by IVDP

Vinho do Porto Rosé + laranja + hortelã + gelo

Fontes consultadas:

http://comerbebereviajar.blogspot.com/2012/01/drinks-de-verao-portonica-gin-coco.html

http://www.bomtemporesort.com.br/noticias2l.aspx?id=27

http://www.enoeventos.com.br/200901/drinks/drinks.htm

http://www.essenciadovinho.com/bluewine/php/apreciar.php?familia=5&id=36

http://www.escrivinhos.com/2010/11/portugal-faz-campanha-para-promover.html

http://receitas.folha.com.br/receita/1287

Publicado por: vhvmondo | 07/02/2012

Vale da Mina Tinto 2008

Esse foi o vinho dessa noite.

Pensando pelo seu custo x benefício, excelente! Considero um bom vinho para se ter uma meia dúzia de garrafas em minha casa. Claro que não recebe grandes pontuações acima de 90 pontos, recebendo modestos 71 pontos (Robert Parker e Wine Spectator), porém, é honesto. Aparência, com tonalidade escura, e sabor e outras características agradáveis. Pode se encontrar desde R$ 20,00 no mercado. É produzido com uma combinação de uvas portuguesas: Trincadeira (40%), Castelão Francês (30%) e Aragonês (30%), recebendo um curto amadurecimento em aço inoxidável, não passando por barris de madeira, alcançando um teor alcoólico de 14%.

Os produtores são Van Zellers e Co., liderados por Cristiano Van Zeller, que na verdade é uma empresa antiga (1780), porém, tem esse formato atual desde 2006, quando o atual proprietário finalmente retomou a empresa e suas marcas.

O Vale da Mina é um projeto conduzido por Cristiano e Luís Duarte, renomado ‘winemaker’, que em Alentejo têm 75 ha de produção de uvas destinadas a produção de vinhos. Dessa área, excelentes rótulos vêm sendo produzidos, baseados em todo o conhecimento compartilhado entre essas duas personalidades da vinicultura portuguesa.

No Brasil, esses rótulos estão ligados a marca Vinho Sul (http://www.vinhosul.com.br/vinho.php?id=159) , que comercializa, além dessa, outras marcas mundialmente conhecidas.

Publicado por: vhvmondo | 06/02/2012

Adegas: uma infinidade de opções

Quem gosta de vinhos sempre imagina ter um belo espaço para armazenar os rótulos que mais gosta, sempre imagina poder comprar uma caixa daquele vinho top e que tá num preço absurdamente bom e ter onde colocá-la, sempre imagina ir para o exterior e trazer todos aqueles rótulos que são caros demais aqui no nosso querido Brasil e, claro armazenar tudo isso de forma adequada e de preferência que complemente a decoração da sua casa ou te traga um espaço que torne a degustação ainda mais saborosa.

Hoje em dia é muito fácil encontrar belas peças de decoração para armazenar vinhos, peças realmente interessantes e que cabem em qualquer lugar. Pode se, também, encontrar grande diversidade de adegas climatizadas, de todos os tamanhos imagináveis e, ainda, os projetos fantásticos para espaços maiores onde já se demanda.

Abaixo seguem algumas opções interessantes que se encontram por aí, porém, a criatividade e, consequentemente, as opções vão muito além dessas.

Decoração e pequenos espaços,

Adegas climatizadas,

Espaços maiores,

Enfim, as opções estão aí, seja um local para armazenar seus vinhos, um local para apreciá-los ou apenas uma decoração, os vinhos fazem parte do nosso dia a dia.

 Fontes:

http://marketingnacozinha.com.br/2009/04/as-melhores-adega-para-ter-em-casa/

http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,GF82701-16765,00-ADEGA.html#=undefined&fotogaleria=3

http://www.suacasabaggio.com.br/espacoambiente/tecnologia/uma-adega-personalizada-s%C3%B3-para-voc%C3%AA

http://todaela.uol.com.br/bebidas/tenha-uma-adega-na-sua-casa

www.joshuaadegas.com.br.

Publicado por: lfcensi | 01/02/2012

Em busca da uva emblemática do Brasil

Certas uvas de origem europeia desenvolveram-se tão bem em áreas do Novo Mundo que se tornaram emblema enológico do país em que se aclimataram. Brancas ou tintas, as uvas emblemáticas apresentam pontos em comum:

- são sempre importantes no país ou região que as adotou, mas não necessariamente no país de origem;

- seu nome vem estampado no rótulo, nos varietais da casta – Carmenère, Zinfandel – ou nos cortes – Shiraz-Cabernet, Malbec-Merlot.

- as empresas que os vinificam têm, muitas vezes, nesse vinho, sua comissão de frente na exportação.

A palavra “emblemática” simboliza na viticultura a ligação criada entre a localidade e sua cepa de melhor adaptação, remetendo a uma representação da localidade por sua uva emblemática ou vice-versa. O uso do termo possibilita a criação de uma identidade única, favorecendo a construção de um status ou peculiaridade que seja interessante para o mercado de vinhos.

Abaixo, apresento uma lista das uvas emblemáticas dos países do novo mundo:

  • EUA (Califórnia) = Zinfandel
  • Chile = Carmenère
  • Argentina = Malbec (e também a Torrontés)
  • Uruguai = Tannat
  • África do Sul = Pinotage
  • Austrália = Shiraz
  • Nova Zelândia = Sauvignon Blanc
  • Brasil = ?

O Brasil ainda está devendo sua uva emblemática. Se analisarmos de modo geral o que as nossas vinícolas tem trabalhado com mais frequência / volume, há um destaque a uva Merlot. O francês Michel Rolland, um dos mais conhecidos enólogos do mundo e que dá assistência técnica à Miolo, não tem dúvidas de que a Merlot é o grande destaque da Serra Gaúcha. O argentino Angel Mendoza, que presta assessoria à Salton e Lucindo Copat, enólogo chefe da empresa, também estão entusiasmados com essa uva. Já para outra corrente de profissionais da área, entre eles Carlos Hernesto Cabral de Mello, fundador da Sociedade Brasileira dos amigos do Vinho e consultor de vinhos do Grupo Pão de Açúcar, acredita ser muito cedo para apontar uma uva favorita a este título, mas destaca que a Merlot ou a Cabernet Franc no Vale dos Vinhedos estão evoluindo muito bem, assim como o Shiraz, no clima alto do nordeste.

Tanto eu quanto o Marcos Antônio Lopes, profundo conhecedor de vinhos nacionais e presidente da Confraria Amigos do Vinhos de Jundiaí, procuramos sempre debater este tema em feiras e eventos que participamos junto aos produtores nacionais. E o que temos percebido, além do reconhecimento aos bons resultados da Merlot, é uma aposta interessante com relação ao potencial da pouca conhecida uva Marselan Trata-se de uma uva de origem francesa resultante do cruzamento das uvas Cabernet Sauvignon e Granache Preto. Os vinhos feitos desta uva já têm obtido excelentes resultados e a cada ano tem atraído à curiosidade de mais apreciadores e também de outras vinícolas.

A proposta deste post, além de trazer o conhecimento do assunto para compartilharmos com nossos amigos, foi provocar aos apreciadores a participar deste debate e desenvolverem sua própria opinião sobre o tema. Portanto, fica a dica, para quem ainda não experimentou, não perca a chance de degustar um ótimo vinho da uva Marselan, pois acho que temos aí uma pedra preciosa a ser lapidada. Abaixo apresento alguns vinhos nacionais de destaque feitos desta uva e seus preços:

Casa Valduga Identidade Marselan – vendido à R$ 56,50 no site www.vinhosnet.com.br

Dom Cândido 4ª Geração Marselan – vendido à R$ 50,50 no site da vinícola

Casa Perini Marselan – vendido à R$ 28,00 no site da vinícola

Cave Antiga Gran Reserva Marselan – vendido à R$ 42,00 no site www.vinhosnet.com.br

Larentis Reserva Especial Marselan – vendido à R$ 37,50 no site www.vinhosnet.com.br

Cave de Pedra Winery Adaga Marselan – vendido à R$ 54,50 no site www.vinhosnet.com.br

Fonte: baseado em reportagens / opiniões publicadas dos links abaixo:

http://revistaadega.uol.com.br/Edicoes/8/artigo18373-1.asp

http://revistaadega.uol.com.br/Edicoes/9/artigo21777-1.asp

http://www.viticultura.org.br/materias/index.php?id=86

http://www.vivendovinhos.com/2011/04/opiniao-vivendo-vinhos-por-que-nao.html

http://icout.blogspot.com/2008/05/merlot-uva-emblemtica-do-brasil.html

http://www.desmistificandoovinho.com.br/matespecial4.html

Publicado por: vhvmondo | 30/01/2012

Montes Alpha Carmenère 2009

No último final de semana, antes de iniciarmos o almoço do sábado, degustei com grandes amigos de Jaguariúna um exemplar do Montes Alpha Carmenère 2009. Excelente! Se Robert Parker pontua com 91 pontos, quem sou eu para colocar diferente. Realmente é muito bom e, não me surpreendeu, pois sempre ouvi falar muito bem desse rótulo e são muito comuns excelentes revisões sobre toda a linha da vinícola produtora.

Esse vinho é produzido pela Chilena Viña Montes (www.monteswines.com) com uvas provindas de Arcangel Estate, localizada no extremo oeste do Vale de Colchagua. Apresenta uma composição de Carménère (90%) e Cabernet Sauvignon (10%) e repousa por 12 meses em carvalho francês.

Sobre a vinícola, que foi criada apenas em 1987, gaba-se de ser uma das responsáveis pela grande expansão do vinho Chileno no mundo, pois com seu Cabernet Sauvignon, foi umas das primeiras a alcançar o mercado externo. A vinícola teve como sua primeira safra comercializada a de 1989, com 7000 caixas e alcançou em 2005 um nível que não pretende ultrapassar, o volume de 500.000 caixas. Hoje, apenas 6% da produção permanece no mercado local, sendo o restante, 94%, comercializado no exterior. Os EUA, com 150.000 caixas é seu primeiro mercado.

Enfim, vale o investimento. No Brasil encontra-se por volta de R$ 90,00. No Chile, comprei por R$ 38,00.

Se quiser saber mais sobre essa uva fantástica que praticamente só se encontra no Chile, acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carm%C3%A9n%C3%A8re

 

Publicado por: vhvmondo | 27/01/2012

Beaujolais Nouveau

Algumas semanas atrás, postei aqui algumas impressões sobre o Gamay da vinícola Miolo, um vinho classificado como um Beaujolais Nouveau. Por curiosidade coletei algumas informações sobre esse tipo de vinho e, compartilho aqui com vocês.

Beaujolais é um tipo de vinho francês, de Denominação de Origem Controlada, (AOC) elaborado com a uva tinta Gamay. Essa é uma uva que provém da região demarcada de Beaujolais, integrante da reputadíssima Bourgogne no sudeste francês, uma região de solo gramático, invernos frios e verões quentes ideal para o bom desenvolvimento da uva Gamay, que é provavelmente uma mutação da famosa Pinot Noir, porém, ainda considerada um ‘patinho feio’ das uvas para especialistas.

Dentro dessa classificação, existe uma série de subclassificações que vai desde o Beaujolais Nouveau ao Beaujolais Superieur. No entanto, o mais conhecido é o Beaujolais Nouveau, um vinho jovem que fica pronto para o consumo aproximadamente 2 meses após a colheita. É produzido por um processo conhecido como maceração carbônica, onde as uvas fermentam em cubas sem esmagamento, sendo a casca, ou pele, da uva é estourada pela fermentação.

A chegada dos Beaujolais Nouveau sempre foi celebrada na sua região de origem, porém a partir de 1951 com sua comercialização oficializada, passou a ser difundida principalmente em Paris, onde pode se encontrar Bistrôs com a frase “Le Nouveau est arrivé!”, ou similares, informando a chegada da nova safra. A data específica para a chegada de cada nova safra é a terceira quinta-feira do mês de novembro, no entanto, com a crescente demanda por esse vinho, em 1985 alteraram a data para a meia-noite da 3ª quarta-feira de novembro, na realidade o início da quinta-feira, possibilitando que todos pudessem consumir ao mesmo tempo.

É o primeiro vinho a chegar ao mercado, devido a eficácia do seu processo e, também, às características da sua variedade, onde as uvas tem uma maturação mais precoce que outras variedades. Toda essa tradição e marketing demandam uma verdadeira operação de guerra, logisticamente e operacionalmente, para atender os amantes do vinho ao redor do mundo.

Querendo saber mais, acessem, http://www.nelsonmendes.net/vinhos/ ou http://wine.farolnet.com.br/site/revistas/revista_14/uvadestaq_Gamay_WS14.pdf , onde poderá encontrar excelentes materiais sobre esses vinhos.

Publicado por: lfcensi | 25/01/2012

Confraria de Vinho

É muito comum no mundo do vinho, as pessoas dizerem que participam de uma confraria…eu, por exemplo, participo há alguns anos da Confraria Amigos do Vinho de Jundiaí…e aproveitando o fato de que na semana passada tive a oportunidade de conhecer uma outra excelente confraria (Itawine), resolvi trazer um pouco da origem desta prática para o nosso blog.

A palavra confraria é a junção do prefixo latim “cum”, que significa junto, com o termo “frater”, que quer dizer “irmão”.  E tudo teve início ainda na Idade Média, quando religiosos se reuniam em torno de práticas místicas e proteção social. Possuíam sempre um símbolo ou escudo, um santo como devoção comum e princípios compartilhados em grupo, acima de qualquer questão pessoal. Na Europa, essas entidades fazem parte da história de um continente que procurava proteção contra suas próprias práticas predatórias e desumanas, resgatando valores e crenças derrubados com os muros dos feudos. Assim aconteceu com os pedreiros das grandes catedrais francesas que mantinham técnicas secretas de construção, preservavam e assistiam as famílias de seus pares. Com as próprias ferramentas como símbolos, fundaram a Maçonaria. As confrarias são essas organizações que lutam pela identidade de um grupo, produzindo, preservando e difundindo conhecimento. O mundo do vinho se apropriou desse tipo de estrutura para fazer valer o que tem de melhor: sua capacidade de reunir e agregar. O fenômeno de formação e constituição de confrarias de apreciadores de vinho tomou corpo no início do século XX, na França, e espalhou-se pelo mundo do vinho. Em solo brasileiro, as mais antigas datam do início dos anos 80. Entre as mais prestigiadas, a Confrérie des Chevaliers du Tastevin, da Borgonha, reúne alguns dos maiores conhecedores mundiais de vinho. A organização congrega seus confrades no Château de Clos de Vogeout, um suntuoso castelo francês. Os membros deste grupo seleto degustam vinhos com trajes apropriados, títulos de honra e toda a pompa que uma confraria tradicional gostaria de ter.

Mas deixando um pouco o romantismo de lado, o que percebo nestes grupos é uma reunião amigos que tem paixão pelo vinho, boas taças (de preferência sempre cheias) e sede de degustador (interessados em obter novas experiências). E degustar é algo que podemos fazer com prazer e sem pressa. Uma degustação descompromissada é um exercício de liberdade e de construção de verdadeiras preferências sobre cada rótulo, cada uva, cada safra.

A confraria de Jundiaí dos Amigos do Vinho costuma organizar eventos / viagens para reunir seus participantes e todo mês de outubro realiza seu evento principal, a Mostra de Espumantes Brasileiros (inclusive os detalhes da Mostra de 2011 está registrado num post feito em out/11), já tradicional na cidade e que em 2012 terá sua 8ª edição.

A confraria Itawine, que tive a oportunidade de conhecer na última semana e fiquei muito honrado de ter participado, reúnem-se religiosamente toda semana para degustar garrafas de vinho trazidas por seus membros para acompanhar o jantar preparado pelo anfitrião (nesta ocasião, um filé argentino com risoto), num ambiente bastante descontraído, acompanhado de vinhos de excelente qualidade, como pode ser conferido abaixo. Vejam abaixo alguns dos vinhos degustados nesta noite…e o prato principal.

Assim, como o excelente cardápio oferecido naquela noite.

Fonte das informações sobre confraria: baseado em dados do site http://revistaadega.uol.com.br/Edicoes/19/artigo50354-1.asp

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